Brasília, 4 de maio de 2000.

O deputado LUIZ ANTONIO FLEURY (Bloco PSDB/PTB, pronuncia o seguinte discurso)

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o desafio do século XXI está na resposta a ser dada à crescente globalização da economia e à utilização da cibernética como seu principal instrumento de atuação. O homem, que antes era o centro da atuação econômica, política e social está ameaçado de perder sua posição diante das máquinas por ele mesmo inventadas e que simplificaram, agilizaram e dominaram o mercado de trabalho, as relações pessoais e a própria estrutura política. Neste novo século, quem possuir a informação deterá o poder.

Para grandes desafios, respostas satisfatórias, repletas de idealismo e tenacidade. Dentro deste novo contexto, estamos assistindo ao desenvolvimento de um setor que vem se destacando. Refiro-me, Sr. Presidente, ao segmento de serviços. É um fato inegável: trata-se da maior expansão dentro de nossa economia, a ponto de hoje as próprias fontes governamentais dividem as atividades econômicas em agricultura, indústria, comércio e serviços.

O setor de serviços é o que mais atrai investimentos estrangeiros para o País o que, por si só, já representa um atestado de pujança do segmento. Esse posicionamento é significativo na exata medida em que essa categoria, conforme dados do IBGE e do IPEA, responde hoje por 52% do PIB nacional.

Vale notar ainda que, a partir de julho de 94, os serviços cresceram mais do que a agricultura, a indústria e as atividades clássicas do comércio. E, no quadro recessivo nacional, são os serviços que estão oferecendo maior número de postos de trabalho, absorvendo as dispensas ocorridas em outros setores.

Rompendo pontos de resistência dentro da área comercial, certas e específicas atividades resolveram ganhar desempenho próprio e constituir sua categoria. Assim é que estão surgindo, em todo o País, as diferentes Federações de Serviços, que pregam uma nova mentalidade sindical, afastada do protecionismo estatal e que pretende caminhar com as próprias pernas. Repudiam, por isso, o anacronismo dos “dinossauros sindicais”. E, como resultado dessa articulação, já foram dados os passos iniciais para a criação da Confederação Nacional de Serviços, com a constituição de sua Diretoria Nacional, para o triênio 2000/2003. Integram essa Confederação a Federação dos Serviços do Estado de São Paulo, a Federação Nacional dos Corretores de Seguros, a Federação Nacional das Empresas de Serviços, Tecnologia e Informática, a Federação Nacional da Cultura e a Federação de Serviços do Estado de Minas Gerais.

Desejo ressaltar a figura dinâmica do líder paulista LUIGI NSE, eleito Presidente, e de seus companheiros de Diretoria Executiva, Conselho Fiscal, Delegados das Federações junto à CNS e Vice-Presidentes Setoriais. Esses atuantes dirigentes empresariais não têm medido esforços para imprimir orientação segura a todos os que se servem dos serviços de informática e processamento de dados; seguros e capitalização; radiocomunicação; limpeza urbana; conservação de veículos e lava-jatos; segurança e vigilância; promoção, organização e montagem de feiras, congressos e eventos; turismo; distribuidoras de video-filmes; empresas auxiliares de transportes aéreos; serviços a terceiros, colocação e administração de mão-de-obra e trabalho temporário,; asseio e conservação, manutenção e execução de áreas verdes.

Para que conste dos Anais da Câmara, passo a citar o nome de todos esses dirigentes. Fazem parte da Diretoria Executiva os Srs. Luigi Nesse, Leôncio de Arruda, Francisco de Assis Guerra Lage, Celso Vieira, Francisco Márcio de Carvalho, Ricardo Scalise, Maurício Mugnaini, Cristiano Becker, Walter de Andrade, Belisário Soares, José Luis Fernandes, João Renato Pinheiro, Roosevelt Haman e Francklin Kuperman. O Conselho Fiscal é constituído pelos Srs. Guilherme Vilares, Custódio Rodrigues Barbosa, Chafic Jabali, Lainor Corrêa da Silva, Amaro Luis Peixoto e Nilton Garrido Cardoso. São Vice-Presidentes Setoriais José Luis Sander, João Renato Vasconcelos Pinheiro e Rafael Gagliardi, que atuarão em conjunto com outros membros dos órgãos diretores.

Ao encerrar, Sr. Presidente, desejo transmitir os meus votos de sucesso a esses idealistas e batalhadores. A citação de todos os nomes é importante no sentido em que, para o historiador, marcará época saber quem foram os pioneiros desse importante segmento da economia nacional. E sua ação ficará registrada, para sempre, sendo merecedores do reconhecimento de todo o País.

Era o que tinha a dizer.