O SR. LUIZ ANTONIO FLEURY
(PTB-SP. Sem revisão do orador.)
- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados,
antes de entrar no tema que me traz a esta tribuna - a violência
e a criminalidade no País -, na qualidade de Procurador desta
Casa, comunico que foi cassada a liminar relativa à ação
proposta contra os Srs. Deputados, quanto à verba de gabinete,
em razão de decisão de um desembargador federal. Na sexta-feira,
essa ação foi considerada extinta por falta de objeto;
portanto, não existe mais.
Gostaria também de comunicar ao Deputado Rubinelli que estamos à disposição
de S.Exa. para tomar as medidas necessárias à defesa de sua honra,
injustamente ofendida.
Sr. Presidente, na qualidade de ex-Governador, gostaria de dizer que fico espantado
com o que estamos assistindo, no que diz respeito à reforma da Previdência.
Há uma tentativa de reedição da política dos Governadores.
Na verdade, quando eu era Governador e havia um tema que interessava a São
Paulo, procurava a bancada do Estado, a bancada do meu partido. Hoje, as questões
são tratadas como se os Governadores mandassem nesta Casa. Isso não é verdade,
todos sabem que não é o que ocorre. Estão querendo tirar
castanha do fogo com a mão do gato.
Vou citar um exemplo muito claro. Foi fixado um subteto para desembargador federal,
para a magistratura nos Estados. Isso é teto e não piso. Se os
Governadores quiserem fixar o salário dos desembargadores para baixo,
poderão fazê-lo, não vejo problema nenhum. Agora, deixar
sob a nossa responsabilidade o achatamento do salário das magistraturas
nos Estados não me parece correto. Está sendo muito mal conduzida
essa história de os Governadores quererem interferir no voto desta Casa.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o assunto que me traz hoje à tribuna,
mais uma vez, é a violência. Sabemos que o País vive uma
epidemia de criminalidade.
Os brasileiros, em todo o País, não estão apenas com medo.
Eles se sentem encurralados, oprimidos, sufocados pelo avanço da criminalidade.
Os bandidos intimidam as famílias, assaltam empresas e inviabilizam o
comércio, intimidam e matam representantes da Justiça, enfrentam
a polícia abertamente e corrompem o sistema carcerário.
Há muitas causas para a violência. Múltiplos fatores induzem
os jovens para a marginalidade, outros tantos permitem o fortalecimento do crime
organizado. São causas complexas, que se influenciam mutuamente e devem
ser atacadas com políticas sociais sérias de prevenção
e atitudes corretas de repressão.
Hoje, no Brasil, o tema está na ordem do dia. Ocupa manchetes diárias
dos principais jornais e revistas, preocupa estudiosos de todas as áreas,
mobiliza o Congresso Nacional. O País exige uma resposta para o problema.
Sim, todos querem uma resposta, mas não uma solução para
daqui a 20 anos. O cidadão brasileiro exige que o Estado cumpra suas obrigações
e atue com eficácia para reduzir rapidamente a criminalidade.
Isso é possível? É possível enfrentar e vencer a
violência urbana e o crime organizado? Sim, claro, desde que haja competência
e vontade política.
Muitas opiniões e propostas, quase sempre bem-intencionadas, têm
surgido em todo o País, mas nem sempre conseguem focalizar a raiz do problema.
É
o caso, por exemplo, das iniciativas que surgiram recentemente no sentido de
proibir o comércio e o porte de armas. É uma proposta que tem grande
apelo cosmético. É fácil fazer um bom marketing para ela.
Mas, infelizmente, seria uma medida inócua, que acabaria agravando ainda
mais a criminalidade que pretende combater.
O grande equívoco da proposta é estabelecer uma relação
direta entre o comércio e o porte de armas e o aumento da violência.
Se isso fosse verdade, claro, a solução seria bem simples. Bastaria
proibir a venda das armas, porque assim elas deixariam de ser utilizadas e os
crimes violentos não poderiam ser mais cometidos.
Estudos preliminares afirmam que circulam no Brasil 20 milhões de armas
ilegais e apenas 2 milhões de armas registradas. Ou seja, a proibição
ao comércio afetaria menos de 10% do total. E o que é pior: justamente
a parte que corresponde aos cidadãos comuns, que as utilizam apenas como
meio de defesa contra os bandidos.
É
uma medida totalmente ineficaz, como comprova a experiência. Em São
Paulo, por exemplo, no ano de 1994, foram registradas 42.090 armas e emitidos
69.136 portes. Nos anos seguintes, com a modificação da lei e a
introdução do SINARM, tornando mais difícil a aquisição
de armas, houve uma queda progressiva, até que em 1998 tivemos 6.714 registros
de armas e 2.115 portes de armas emitidos na Capital. Evidentemente, se fosse
verdade que, com a proibição de venda e restrições
aos portes de armas, haveria diminuição da violência, teria
diminuído o números de crimes de roubo cometidos com armas de fogo,
bem assim o número de homicídios. Todavia, o que houve foi justamente
o contrário. De acordo com os dados publicados pela revista ISTOÉ,
edição de 4 de junho de 2003, o número de mortes violentas
ocorridas na cidade de São Paulo, no ano de 2002, foi de 56,9 para cada
100 mil habitantes - um crescimento de 1.300%, comparado a 1994. E o crime de
roubo registra o altíssimo índice de 1.560,9 casos por 100 mil
habitantes.
Importante mencionar, por outro lado, recente pesquisa publicada no jornal O
Estado de S. Paulo, que circulou no dia de ontem, concluindo que, quanto menos
armas, mais crimes ocorrem. Segundo a matéria, em São Paulo, menos
armas não significaram menos crimes. Ao contrário, houve aumento
dos roubos e uma taxa elevada de homicídios na Capital e na Grande São
Paulo.
No ano de 2002, em relação a 1997, houve um aumento de 73% no número
de roubos, e a taxa de homicídio manteve-se no índice de 8 mil
casos por ano.
Mais adiante, a pesquisa publicada pelo jornal, feita pelo economista Luiz Tadeu
Viapiana, esclarece que, nos últimos 7 anos, a polícia paulista
apreendeu 315.913 armas de cidadãos civis. No mesmo período, foram
vendidas 70.947 armas. Houve, com isso, uma redução de armas em
mãos de civis: 244.966 a menos, de 1996 a 2002. E nem por isso o crime
diminuiu. Ao contrário, aumentou a criminalidade, apesar da diminuição
das armas. Esse é um argumento que me parece incontestável.
O argumento sustentado pelos defensores da proibição do comércio
de armas, de que a maior parte dos homicídios ocorridos no Brasil é praticado
com armas de fogo, por outro lado não leva em consideração
se as armas usadas na prática desses crimes foram compradas em loja, devidamente
registradas, ou se foram contrabandeadas ou obtidas por meio de crimes. Portanto,
ignoram uma circunstância óbvia e ululante: a de que o bandido não
compra arma em loja e as armas que utilizam para a prática de delitos,
evidentemente, não são registradas. Não é verdade,
portanto, que as armas ilegais sejam provenientes dos mercados legais. Sabe-se
que elas vêm principalmente do contrabando.
É
importante registrar que não estamos defendendo a venda e o porte indiscriminado
de arma de fogo, que necessariamente devem ser controlados. Pensamos, no entanto,
que a proibição não resolve o problema, a não ser
que a polícia consiga apreender todas as armas ilegais (mais de 8 milhões
só no Estado de São Paulo). É preciso, na verdade, Deputado
Severino Cavalcanti, combater de forma eficaz o contrabando e a venda ilegal
de armas, e não, simplesmente, privar a população do seu
legítimo direito de defender a sua vida e o seu patrimônio.
Ouço, com prazer, o nobre Deputado Severino Cavalcanti.
O Sr. Severino Cavalcanti - Deputado Luiz Antonio Fleury, é muita audácia
interromper V.Exa., quando, ao fazer seu pronunciamento, abaliza tema realmente
preocupante para todos os homens de bem. Não entendo o porquê de
não se querer dar porte de armas àqueles que procuram a Delegacia
e a Secretaria de Segurança Pública mostrando a sua cara. Para
conceder o porte de armas, é necessário fazer uma investigação
do requerente. Deputado Luiz Antonio Fleury, sabemos o quanto V.Exa. procura
tratar as questões da vida pública como um assunto sério.
Portanto, não tenho dúvida alguma de que o Governo deve ouvir o
posicionamento de V.Exa. Não é possível deixar os bandidos
armados e impedir que tenham porte de arma aqueles que estão preocupados
com a legítima defesa da família. Apresento integral solidariedade
a V.Exa.
O SR. LUIZ ANTONIO FLEURY - Deputado Severino Cavalcanti, agradeço a V.Exa.
o aparte.
Sr. Presidente, recebo do meu gabinete a comunicação de que a TV
Câmara cortou a transmissão de meu pronunciamento para o interior
de São Paulo. A população liga reclamando. Como estamos
no período destinado ao Grande Expediente, de acordo com o Regimento da
Casa, ele tem de ser transmitido pela TV Câmara . Solicito a V.Exa. as
devidas providências.
O SR. PRESIDENTE (Carlos Nader) - A Mesa recebe o registro de V.Exa. e tomará as
justas providências.
O SR. LUIZ ANTONIO FLEURY - Ouço, com prazer, o nobre Deputado Zé Geraldo.
O Sr. Zé Geraldo - Deputado Luiz Antonio Fleury, o pronunciamento que
V.Exa. faz nesta tarde merece amplo debate. A questão da segurança
pública e das armas precisa ter intensa discussão, como está tendo
a da reforma da Previdência Social. Se nossa segurança pública
fosse qualificada, preparada para os momentos atuais, já poderíamos,
em muito, minimizar a violência. Em alguns Estados, a segurança
pública se tornou insegura. Cito, sem medo de errar, o Estado do Pará,
que vive sob total insegurança. Grande parte das Polícias Civil
e Militar está envolvida com o crime organizado, com o roubo de carros,
de cargas e com o comércio de armas. É necessário que tenhamos
no País um pacote que combata a violência. E as armas são
um item da questão. Para isso, deve-se investir em educação,
lazer e segurança. Os dados que V.Exa traz são estarrecedores.
Esse número de armas é assustador. Na Floresta Amazônica,
os grileiros de terra usam armamentos pesados, os pistoleiros recebem armas.
Em contrapartida, os pequenos produtores começam a comprar armas. A continuar
nesse ritmo, daqui a pouco teremos no País grande número de pessoas
assassinadas com as armas de fogo que estão nas mãos da sociedade
civil. Acredito que este tema deva ser debatido pela sociedade, porque merece
ser aprofundado e ter a atenção das autoridades, inclusive deste
Parlamento. Parabenizo V.Exa pelo pronunciamento.
O SR. LUIZ ANTONIO FLEURY - Deputado Zé Geraldo, agradeço a V.Exa.
o aparte.
Tenho certeza de que as pessoas que possuem armamento pesado não o compraram
em loja.
Ouço, com prazer, o aparte do Deputado Alberto Fraga, que foi Relator
do projeto que trata da proibição de venda de armas, na Comissão
de Relações Exteriores e de Defesa Nacional - eu fui o Relator
na Comissão de Constituição e Justiça e de Redação.
O Sr. Alberto Fraga - Deputado Luiz Antonio Fleury, parabenizo V.Exa. pelo brilhante
discurso. Não é de se estranhar a clareza e a consciência
com que expõe os números, que não são maquiados,
não pertencem a pesquisas encomendadas por ONGs que defendem outros interesses.
Conforme disse V.Exa, tive a oportunidade de relatar o mérito do projeto
contra a venda de armas, na Comissão de Relações Exteriores
e de Defesa Nacional; e V.Exa., na Comissão de Constituição
e Justiça. Causa-me estranheza a Casa criar outra Comissão para
tratar do assunto, com todo respeito ao Deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, excelente
pessoa e Parlamentar, que fez questão de lançar mão do meu
trabalho, por sua qualidade, transformando-o na espinha dorsal de seu estatuto.
Entendo que o marginal não pode ter a certeza de que, ao invadir qualquer
residência, não encontrará nenhum obstáculo. Dessa
forma, nobre Deputado, gostaria de parabenizá-lo. Eu não esperava,
da parte de V.Exa., pronunciamento diferente, tendo em vista o conhecimento que
tem do assunto. Parabéns pela clareza e transparência da exposição
e, principalmente, pelos dados corretos que V.Exa. apresenta ao País.
Precisamos ficar atentos a essa política de desarmamento do cidadão
de bem. Muito obrigado.
O SR. LUIZ ANTONIO FLEURY - Sr. Presidente, sabemos que, hoje, acidentes de trânsito
matam mais do que armas de fogo. Será que vamos proibir a venda de veículos
por causa disso? Será essa a solução?
A proibição do comércio de armas se parece com aquela história
do pai que resolveu vender o único carro da família porque o filho
menor roubava a chave e saía à noite para apostar corrida com os
amigos. Assim como o dono do carro tem que educar seu filho, preparando-o para
o futuro, em vez de privar-se de um bem essencial, também cabe ao Estado
controlar os marginais e acabar com o comércio ilegal de armas, desarmando
os bandidos e não o cidadão que paga seus impostos para receber,
em troca, um mínimo de segurança e tranqüilidade.
Venda ilegal de armas e contrabando: este, sim, é o verdadeiro problema,
a origem da explosão de criminalidade vivida no País, ao lado do
tráfico de drogas.
Mas, se a proibição da venda de armas não resolve, qual
seria, então, a solução?
A questão é complexa e exige ações integradas.
Em primeiro lugar, devemos ter em mente que os números da violência
são geralmente subestimados, porque há falha no registro das ocorrências.
Cerca de 75% dos roubos não são notificados e grande parte das
agressões, sobretudo as de caráter sexual, não chegam ao
conhecimento das autoridades.
De qualquer forma, os números são impressionantes. No último
ano, em São Paulo, foram registrados 25 assassinatos e mais de 2 mil roubos
por dia.
O principal problema nos grandes centros urbanos não é apenas o
homicídio, mas sim o assalto à mão armada, revelador da
incompetência do Estado.
E é justamente na categoria de roubo que São Paulo detém
o lamentável recorde nas estatísticas nacionais, com a taxa de
1.560 ocorrências por 100 mil habitantes. Está em primeiro lugar
também em furto e roubo de veículos; ou seja, é o local
onde mais crimes são cometidos contra o patrimônio.
Concedo um aparte, com muito prazer, ao Deputado Luiz Sérgio. Depois,
daremos prosseguimento à análise da questão.
O Sr. Luiz Sérgio - Deputado Fleury, no discurso de V.Exa. há muitos
dados que merecem ser considerados. São dados estatísticos que
correspondem à realidade dos fatos. Mas o final do seu pronunciamento
vai numa linha da qual eu discordo. Apregoa V.Exa. que o cidadão de bem
que compra uma arma está garantindo a segurança. Na essência,
estaríamos admitindo que o Estado, na sua forma mais adequada, não é capaz
de garantir a segurança do cidadão.
O SR. LUIZ ANTONIO FLEURY - É exatamente isso.
O Sr. Luiz Sérgio - Ao defender essa lógica de que a segurança é adquirida
com a compra de armamento, estamos, em primeiro lugar, decretando a falência
do Estado; em segundo, apregoando a filosofia da guerra humana - ou seja, para
eu me defender, preciso ter arma na cintura. É a lei do dente por dente,
olho por olho. Com isso, não consolidaremos uma sociedade de paz, justa,
tampouco chegaremos a resultados satisfatórios - mesmo discordando de
V.Exa., é o que ambos buscamos consolidar na sociedade brasileira.
O SR. LUIZ ANTONIO FLEURY - Deputado Luiz Sérgio, a minha intenção
não é fazer apologia da arma. É simplesmente impedir que
o bandido tenha certeza de que o cidadão, não tendo nenhuma arma
dentro de casa, não oferecerá resistência. Na verdade, a
situação é gravíssima.
Volto a falar acerca da violência no meu Estado, São Paulo, porque
conheço de perto a sua situação. Ali estão retratados
de forma evidente o problema da violência e seus desdobramentos. Nos últimos
anos, a situação se agravou enormemente, colocando a nu o fracasso
da estratégia de combate ao crime utilizado nos últimos 8 anos.
Não há política de prevenção, programas sociais
foram desativados, os policiais não recebem reajustes nos seus salários
há 8 anos, não há uma política de segurança
pública.
Em 1987, assumi a Secretaria de Segurança Pública de São
Paulo. Naquele momento, a segurança era apontada como a primeira preocupação
entre os paulistas. Em 1990, deixei a Secretaria para me candidatar ao Governo
do Estado, e naquele momento o tema já se mostrava como a quinta maior
preocupação dos cidadãos. Ao final de meu Governo, em 1994,
o item segurança pública tinha caído para a oitava posição,
entre os problemas mais urgentes para os paulistanos, fato que revela, de forma
inconteste, os avanços realizados naquele período.
Hoje, infelizmente, o tema voltou a ser a maior preocupação entre
os moradores de São Paulo.
A experiência mostra que o combate ao crime não se faz com um passe
de mágica. Não existem soluções simples, como, aliás,
parecem crer os que propõem o fim do comércio de armas.
Serão colhidos resultados efetivos se, em primeiro lugar, houver vontade
política para fazer o que for preciso, e se, depois de reunida a vontade
política, forem tomadas decisões claras e coerentes para acabar
com a impunidade e aparelhar o Estado para cumprir suas funções
constitucionais. Nesse sentido, é preciso criar de imediato o Ministério
de Segurança Pública, já que o Ministério da Justiça
aglomera múltiplas funções. O Ministro Márcio Thomaz
Bastos tem-se esforçado muito. Porém, precisa ser criado um ministério
que cuide especificamente dessa pasta.
Segurança Pública é o patinho feio das políticas
sociais. Temos os Ministérios da Saúde e da Educação,
mas não temos o Ministério da Segurança. Além do
mais, a legislação tem-se abrandado de tal forma que a pena acabou
perdendo o seu caráter intimidativo e a prevenção geral
está absolutamente comprometida. É preciso mudar esse quadro, uma
vez que o estágio de violência que atingimos exige providências
urgentes para que se possa restaurar o princípio da autoridade. É necessário
endurecer as penas e restringir os benefícios, principalmente em relação
aos crimes graves, sendo imperioso que o condenado cumpra sua pena no cárcere.
Em resumo, é preciso organizar e comandar com autoridade uma política
global de segurança pública, que deve atuar em todas as frentes
e que fracassará sempre que se mantiver restrita a aspectos isolados do
problema.
O fracasso que vemos em São Paulo, hoje, ocorreu porque faltaram coragem
para agir e vontade política para atacar as verdadeiras origens do aumento
da criminalidade.
Uma política de segurança pública precisa estar apoiada
em 4 alicerces fundamentais: legislações penal e processual adequadas;
polícia eficiente; Poder Judiciário e Ministério Público ágeis
e efetivos; sistema carcerário apropriado.
Devemos instituir a videoconferência, que é fundamental para a Justiça.
Não podemos fazer como aqueles do passado, que se insurgiram contra a
instituição da máquina de escrever. Quando ela foi instituída
na Justiça, houve muita resistência. É o que vemos hoje em
relação à videoconferência.
Precisamos de polícia eficiente, de Poder Judiciário e Ministério
Público ágeis e efetivos e de sistema carcerário adequado.
Se a polícia não prende, se o Ministério Público
não denuncia, se o Judiciário não condena, se o sistema
carcerário é ineficiente, se um ou mais desses pilares fraqueja,
todo o sistema vem abaixo, e o crime prospera.
Essa ação efetiva já foi adotada com sucesso em São
Paulo e pode ser repetida em todo o País. Ela depende apenas de coragem,
autoridade e decisão política.
Obrigado.
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