DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO
LUIZ ANTONIO FLEURY, NA TRIBUNA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS NO DIA
26/10/99 Sr. Presidente, não pode o atual Governo de São
Paulo culpar o anterior, porque este foi o Governo Mário Covas,
o mesmo que, depois de cinco anos - cinco anos, repito -, sem nada fazer,
vem dizer que nada há a ser feito. Confessa, portanto, a sua absoluta
incompetência ao dizer que não há o que fazer com
a FEBEM de São Paulo. Trago alguns números aos meus pares,
para que todos saibam o que está acontecendo na nossa terra: foram
mais de 2 mil e 200 os menores que fugiram da FEBEM só neste ano.
E sequer se pode dizer, Sr. Presidente, que alguma providência
tenha sido tomada. Há cerca de 30 dias, o Governador disse que,
se necessário, dormiria na FEBEM para resolver o problema. Não
dormiu lá, mas continuou dormindo, porque para construir nova
instalação em Franco da Rocha - veja, Sr. Presidente, a
que ponto chega a incompetência desse Governo - não se preocupou
em ver se a área escolhida era de proteção ambiental
ou não. Assim, não mais pôde construir as instalações
da FEBEM. É lamentável o Governador de São Paulo dizer ao povo - povo esse que está esperando palavras de alento e de confiança - que não sabe mais o que fazer. Se não sabe, vá para casa. Não fique causando insegurança para a população. Quem não tem competência não se estabelece. Não podemos aceitar de forma alguma o que estamos vendo. É uma vergonha para São Paulo e para o País. Trata-se de grave violação de todos os princípios. O Governador Mário Covas fica posando de estadista, mas seu Governo é uma grande mentira. É incompetente, covarde, sem coragem para enfrentar como deveria a criminalidade e resolver o problema do carente e do menor infrator. Sr. Presidente, estou, por isso, manifestando minha indignação. São Paulo não agüenta mais tanta violência. Só resta rezar. Só Deus pode salvar o povo de São Paulo. .Só Ele pode fazer com que esses três anos passem rápido. Nunca antes tivemos situação igual. O Governador é valente ao discutir com funcionários, mas não tem coragem de tomar providências com relação aos menores assassinados na frente da polícia. Enfim, não tem coragem de enfrentar a criminalidade de São Paulo. Era o que tinha a dizer. |