O SR. LUIZ ANTONIO FLEURY (PTB-SP. Pronuncia o seguinte discurso.)

- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, cumpro o doloroso dever de comunicar à esta Casa o falecimento, no último dia 24, às 21h40min, do Monsenhor José Machado Couto, vítima de falência cardíaca.
Natural da cidade de Itú, Monsenhor Couto tinha 76 anos, totalmente dedicados à vida religiosa. Estudou no Seminário Preparatório São João Maria Vianney, em 1940; no Seminário Menor Metropolitano, entre 1941/1946; no Seminário Central do Ipiranga, em São Paulo, entre 1949 e 1952; e no Seminário São José, no Rio de Janeiro, de 1952 até 1954. Cursou Pedagogia e Orientação Educacional na PUC-Campinas e Teologia no Seminário da Imaculada, e foi ordenado presbítero da Arquidiocese de Campinas, em dezembro de 1963, na Catedral Metropolitana de Campinas, pelo então Arcebispo D. Paulo de Tarso Campos.
Aos 27 anos, Monsenhor Couto iniciou a transmissão de seus conhecimentos. Foi professor de Sociologia e Psicologia no Instituto Dr. Coriolano Burgos; História e Filosofia no Colégio Nossa Senhora do Amparo e no Colégio Arquidiocesano Santa Maria, em Campinas; Ética, Sociologia, Iniciação Filosófica e Cultura Religiosa na PUC/Campinas; além de História Geral e do Brasil e Cultura Religiosa e Ética.
Durante 38 anos, Monsenhor Couto foi o pároco de Helvetia, sendo o primeiro vigário de nacionalidade brasileira. Durante esse tempo, ele soube captar, com muita sabedoria, os valores da história e da tradição Helvetiana.
Em 1977 foi nomeado pelo Papa Paulo VI como Monsenhor Capelão e, vinte anos depois, recebeu o título de Monsenhor Protonotário Apostólico Supra Numerum.
" Ele foi o principal interlocutor da universidade católica e do colégio Pio XII junto ao governo, sociedade civil e à própria igreja" , disse a professora e médica sanitarista Carmem Cecília Lavras, que conviveu durante muito tempo com o monsenhor.
Agraciado com o título de Cidadão Honorífico de Campinas, Elias Fausto e Indaiatuba, assumiu as funções de secretário particular do Sr. Arcebispo Metropolitano de Campinas; Chanceler da Sociedade Campineira de Educação e Instrução; membro do Conselho Universitário, membro da Comissão Universitária para a reforma dos estatutos da PUC/Campinas; Secretário do Conselho Econômico da Arquidiocese de Campinas; Assessor de S.Emª o Cardeal Agnelo Rossi; decano do Sacro Colégio Cardinalício; Procurador do Grão-Chanceler da PUC/Campinas e membro do Conselho Estadual de Educação, entre tantos outros cargos de relevância.
Em nota oficial, o reitor da PUC/Campinas disse que "o falecimento do Monsenhor Couto representa grande perda, não só para a Igreja Católica Apostólica Romana, mas também para a PUC/Campinas e para a sua mantenedora, a Sociedade Campineira de Educação e Instrução, pelos relevantes serviços e contribuições por ele prestados a esta instituição, como representante junto ao colegiado máximo da Universidade, o conselho universitário".
Sr. Presidente, peço à Mesa desta Casa que envie à Arquidiocese de Campinas, à Helvetia e à PUC/Campinas moção de pesar pelo falecimento do Monsenhor Couto, externando que sua presença será profundamente sentida, mas que teremos o conforto de conviver com os ensinamentos que ele nos deixou.