O SR. LUIZ ANTONIO FLEURY (PTB-SP. Pronuncia o seguinte discurso.)

- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho à tribuna desta Casa para prestar uma homenagem. Gostaria de exaltar o trabalho realizado pela Rede Feminina de Combate ao Câncer, que conta atualmente com 360 voluntárias. Mulheres que desempenham importante papel dentro desta entidade, somando esforços nas mais distintas áreas para humanizar cada vez mais o tratamento oncológico.
Idealizada por D. Carmem Prudente, em 1946, a Rede Feminina sempre ampliou suas obrigações e desdobrou suas atenções, com o objetivo de atender às necessidades e temores dos que a procuram. Organizada pela grande força feminina, aos poucos foi angariando fundos para a construção de um sonho: o Hospital do Câncer, que este ano completa 50 anos, reafirmando suas características de solidariedade e eficiência.
Hoje o Dr. Ricardo Renzo Brentani, o corpo clínico do hospital e estas mulheres travam uma luta vitoriosa pela vida. Os dados mostram que o esforço não tem sido em vão. De cada quatro crianças tratadas, três saem curadas. São quase 15 mil pessoas atendidas por ano. E, fugindo à regra, 71% do movimento do hospital vem de pacientes atendidos pelo SUS, apesar da baixa remuneração que é dada aos hospitais conveniados.
Sr. Presidente, mesmo com o crescente combate ao Câncer, as estimativas da incidência e mortalidade no Brasil este ano demonstram que ocorrerão 402 mil novos casos. A Rede Feminina, atualmente sob o comando da Sra. Liana Maria Carraro de Moraes, redobra sua cota de afeto, solidariedade e determinação, contribuindo de forma eficaz para o alívio da dor e para a reafirmação da esperança dos que as procuram, na luta pela vida.
São pessoas de vários locais do País que recebem todo suporte emocional e a orientação necessária, criando ali uma verdadeira família.
D. Carmem Prudente, falecida em 2001, preocupada com o ano letivo das crianças em tratamento, fundou a Escola Especializada Schwester Heine, onde professores lecionam e orientam as crianças para que não fiquem distantes de seu aprendizado e assim possam, ao deixar o hospital, sair preparadas para encarar o dia-a-dia de uma escola, sem nenhum prejuízo.
Mas essas voluntárias exercem um outro papel importante, que é captar recursos e parcerias, nacionais e internacionais, visando sempre a humanizar o tratamento dos que sofrem de câncer.
Fica registrada minha homenagem à mentora deste imenso trabalho e a todas as voluntárias, representadas por sua atual presidenta, que hoje mantém viva a mesma chama que fez 50 anos atrás nascer a esperança para os portadores de câncer.
Durante todo este ano, o hospital estará em festa, serão inúmeros eventos comemorativos, lançamento de livros, cartilhas, site especializado, inauguração de um novo centro cirúrgico e UTI.
Minha homenagem também ao corpo clínico e administrativo do Hospital do Câncer pelos 50 anos de trabalho na luta e prevenção desta doença, que, apesar dos avanços ali registrados, ainda muito nos assusta.