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recente manifestação, FLEURY lamentou a falta de um Ministério de Segurança
Pública, onde se concentraria a inteligência brasileira de prevenção e combate
ao crime. Para ele, a conflagração em que o Estado de São Paulo esteve envolvido,
e da qual não sai sem seqüelas, poderia ter sido evitada ou, pelo menos, ter
seus efeitos minimizados, caso houvesse sido formulada e posta em prática uma
efetiva política nacional de segurança pública. Política capaz de olhar para
frente, antevendo eventos futuros, graças à pesquisa e aos modernos recursos de
processamento de informações, e prescrevendo soluções hipótese a hipótese.
No governo do Estado, FLEURY e sua equipe foram capazes de identificar algumas das necessidades futuras. Por causa dessa visão, os governantes atuais estão podendo inaugurar obras projetadas naquela época e que, hoje, se mostram imprescindíveis. O Rodoanel e o Projeto Tietê são dois bons exemplos disso. As unidades modelares da FEBEM, para até 40 menores, é outro exemplo. Ao final de seu governo, FLEURY havia construído 5 unidades. A administração estadual atual prometeu inúmeras vezes a continuidade do projeto, porém optou por ficar apenas na promessa.
Na área de segurança pública também foi assim. Quando FLEURY assumiu a Secretaria de Segurança Pública, o Estado contava com cerca de 10 estabelecimentos prisionais. A Capital tinha menos de 50 distritos policiais. Graças à sua atuação, iniciou-se a construção de novas unidades, dobrando o número de presídios e de distritos policiais, que se mostraram providenciais, diante da escalada de prisões efetuadas por sua polícia e do aumento brutal da criminalidade, fenômeno social que aflige quase todo o planeta. Os recursos para o trabalho policial são exemplos eloqüentes. Ao assumir, FLEURY encontrou uma polícia desprovida de um único helicóptero, enquanto cidades como Tóquio já contavam com mais de 10. Ao deixar o governo, o legado de FLEURY era de 9 helicópteros policiais.
Já como deputado federal, em pronunciamento na Câmara Federal, FLEURY defendeu com veemência a necessidade de se ter um Ministério de Segurança Pública. Foi uma manifestação profética, feita em 12 de novembro de 1999. Infelizmente, o governo ignorou a sugestão, na verdade um alerta. (Para conhecer o pronunciamento clique aqui).
Agora, mais do que nunca, se verifica o acerto da proposta. Espera-se que os governantes acordem para o problema, que é grave e exige soluções compatíveis com a dimensão da gravidade. Uma delas, certamente, é criar um ministério específico para cuidar da questão.