Senhor Presidente!

 

Há 2 meses, desta tribuna, denunciei com indignação que, durante uma rebelião na Penitenciária Feminina de São Paulo, havia sido feita uma teleconferência entre a Secretaria de Administração Penitenciária e os líderes do PCC no interior, para que estes dessem ordem para o encerramento da rebelião.

 

Venho novamente a esta tribuna com a indignação de quem mora em São Paulo, de quem governou aquele Estado e deu segurança ao povo de São Paulo, em razão dos fatos que aconteceram no final de semana.

 

Não quero acreditar que o Governo de São Paulo tenha feito um acordo com o sindicato do crime, o PCC. Não quero acreditar nisso! Mas a verdade é que o Governador Cláudio Lembo tem de vir a público esclarecer à população de São Paulo que não houve acordo e provar, principalmente, que não houve; dizer por que um avião da Polícia Militar levou para Presidente Bernardes uma advogada, que não é advogada do preso, que em regime disciplinar diferenciado não poderia receber visitas, um Coronel da PM e um representante da Secretaria de Administração Penitenciária. Nós queremos saber o que aconteceu nessa reunião.

 

Hoje, os jornais publicaram que houve acordo. Eu não aceito, como paulista, que esse acordo tenha sido celebrado. Não podemos aceitar, mas é preciso que o Governo do Estado preste esclarecimento a respeito desse assunto. Inclusive, Senhor Presidente, havia reivindicações que foram atendidas! Hoje, se fala que 60 televisores, uma das reivindicações, foram comprados pela facção criminosa e entregues nas penitenciárias.

 

Sem dúvida alguma, há esclarecimentos a serem dados. Se acordo houve, ele foi uma bofetada nos policiais de São Paulo; uma bofetada nas famílias daqueles que morreram em defesa da sociedade paulista; uma bofetada nos paulistas e nos brasileiros.

 

Espero que o Governador Cláudio Lembo explique o que aconteceu. São Paulo não faz acordo com bandidos!