Político na casa dos FLEURY não é novidade. Luiz Antonio (o pai do ex-governador) também ocupou cargos importantes na administração estadual e foi prefeito de Nova Aliança. Mas sempre que exercia um cargo Público, deixava os negócios de lado e terminava o mandato um pouco mais pobre. De sua passagem pela prefeitura de Nova Aliança, por exemplo, restaram apenas duas coisas. Para ele, um modesto relógio de mesa, presente dos funcionários no dia em que entregou o cargo.
Para seus filhos, o exemplo de uma atitude reta: "É pelas badaladas desse relógio do meu pai" declara o ex-governador FLEURY, "que eu pauto a minha vida pública". 

        Do pai, sócio-fundador do América do Rio Preto, o nosso FLEURY também herdou o gosto pelo esporte, que o acompanharia vida afora.

        Mal deu os primeiros passos sozinho, recebeu um mini-uniforme completo e adentrou o gramado como mascote do clube. Tinha disposição de sobra. Por volta dos treze anos, quando começou a ficar mais alto do que a média, entrou para o Brand Basquete Clube, o antigo Fabril Esporte Clube, da fábrica de tecidos Nossa Senhora Mãe dos Homens em Porto Feliz. A Paixão pelos esportes, em especial pelo basquete e pelo seu querido Corinthians, o acompanha por toda a vida.

        Desde cedo, no entanto, FLEURY destacou-se sobretudo como aluno brilhante. Aprendeu a ler e escrever na escolinha da fazenda Cruzeiro, que pertencia a seu avô materno, e terminou o primário no Grupo Escolar Cardeal Leme, de Rio Preto. Foi escolhido então como orador da turma e preparou ele mesmo o pequeno discurso de formatura.

        No concurso de admissão para o instituto de Educação Monsenhor Gonçalves, ainda em Rio Preto,  foi classificado em primeiro lugar obtendo a nota 9,5 na prova de Português. Nesta ocasião, sua professora, Olga Malouk Lopes da Silva, vaticinou que, um dia, ele seria governador.

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