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UMA
PALAVRA À MULHER, EM SEU DIA.
Comemoro
as conquistas já alcançadas pela mulher, como
filho, irmão, esposo e pai, e em nome da mulher paulista.
A comemoração assinala o reconhecimento de
uma conquista em marcha, que se iniciou em 1910. Desde então,
os avanços foram enormes, mas ainda insuficientes.
Observa-se
resistência em dignificar o papel da mulher, universalizar
a consciência de valor da pessoa e perceber seu espaço
na sociedade, revendo preconceitos e limitações
impostas desde o princípio. Nesse sentido, o governante
deve servir como condutor de um processo educativo e de
mudança. Por meio das políticas públicas,
ele contribui para o gênero feminino tomar posse daquilo
que sempre lhe pertenceu.
Como
homem público, em uma e outra função
investi pesadamente nisso. Como exemplo, a melhoria e o
aumento do número de creches destinadas aos filhos
da mulher trabalhadora e da mulher encarcerada, nos presídios
femininos.
As
preocupações da mulher, no papel de mãe,
que repousam principalmente nas áreas de saúde,
educação e segurança, receberam atenção.
A melhoria da educação, com a criação
da Escolas Padrão, visando a excelência em
ensino; a segurança escolar, que trouxe muita tranqüilidade
às mães. As filas por vagas, nas portas das
escolas, observadas em governos anteriores e no que me sucedeu,
não existiram. Foram disponibilizadas vagas para
todas as crianças em idade escolar. O atendimento
pré-natal foi melhorado e se tornou mais acessível
a toda gestante. O sonho de toda mulher é ter seu
próprio chão. Fui o governador que mais construiu
casas populares. Entreguei 120 mil casas, deixei outras
60 mil em fase de conclusão e ainda 70 mil em processo
de licitação.
Atualmente,
como deputado federal, tenho apresentado projetos que tratam
especificamente da mulher. Um deles, já aprovado,
impôs a obrigatoriedade de adição de
ácido fólico às farinhas, em uma correta
conduta para a profilaxia de mal formação
de bebês, que ocorre quando as gestantes tem carência
daquele elemento em sua dieta. Outro projeto, que visa obrigar
o sentenciado a trabalhar na prisão, com direito
à remuneração, contempla a mulher,
ao destinar 30% da receita do preso à sua família.
Como
relator de projetos de lei em tramitação pela
Câmara, estive sempre ao lado da mulher, defendendo
seus direitos. Por exemplo, nos casos em que, como vítima
de estupro, tem direito ao aborto legal e necessita de orientação.
Tratei de defender a estabilidade no emprego para a gestante,
desde o momento da concepção. Coloquei-me
contra o preconceito, ao defender a supressão da
expressão "mulher honesta", da lei penal.
Não
considero minha missão cumprida, mas me sinto gratificado
com o balanço que faço. Verifico estar sendo
coerente com as idéias que sempre abracei. Isso me
fortalece para prosseguir. Continuarei lutando no Congresso,
não apenas para que as mulheres mantenham as conquistas
alcançadas, e sim como parceiro para lutar em novas
frentes.
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