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O SR. LUIZ ANTONIO FLEURY (PTB-SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, em primeiro lugar, gostaria de registrar que ontem, em São Paulo, em um ato solene com a presença de mais de 10 mil pessoas, foi iniciada a caminhada para o segundo turno das eleições municipais. Com muito orgulho, na qualidade de Secretário-Geral do PTB, estive presente no referido ato, que marca o início da campanha do segundo turno da Prefeita Marta Suplicy. Temos certeza de que o segundo turno é uma nova eleição.

Quando das eleições em que fui eleito Governador de São Paulo, ao término do primeiro turno Paulo Maluf tinha 43% dos votos válidos e eu, 23%. No segundo turno, viramos a eleição, graças ao expressivo apoio do Partido dos Trabalhadores. Portanto, vemos que essa caminhada nos vai levar à vitória e à reeleição da Prefeita Marta Suplicy.

O PTB coligou-se ao Partido dos Trabalhadores em São Paulo e elegeu 7 Vereadores. Trata-se da terceira maior bancada, depois da do PSDB e da do PT. Quero cumprimentar nossos Vereadores, que já estão engajados na campanha do segundo turno.
Mas o que me traz à tribuna hoje, Sr. Presidente, é uma notícia extremamente preocupante. Todos se recordam do menor, conhecido como Champinha, que assassinou a jovem Liana Friedenbach, com 15 facadas, e seu namorado, Felipe Caffé. A informação é que ele vai ser reavaliado agora, 1 ano depois de ter sido internado na FEBEM, e poderá ser colocado em regime de semiliberdade. Espero que o Juiz que vai decidir esse caso pese e analise as conseqüências, inclusive sob o aspecto de reeducação geral da sociedade brasileira. Não se pode admitir que um assassino, um facínora frio e calculista seja colocado em liberdade apenas 1 ano depois de ter cometido o referido crime.

Semiliberdade equivale a verdadeira liberdade. Se ele for solto, nada garante que não volte a matar, uma vez que os laudos médicos mostram desvio de conduta e problemas psiquiátricos. Portanto, ele pode matar outras pessoas, se for posto em liberdade, em novembro, quando será submetido a nova avaliação. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, se esse fato ocorrer, vai ser uma bofetada nas sociedades brasileira e paulistana.

Muito obrigado.