| Fleury debate no rádio a proibição da venda de armas
Para o parlamentar, o Estatuto do Desarmamento já regulamentou a venda de armas de modo a ajudar na diminuição da criminalidade; a proibição só serviria para garantir aos criminosos que o cidadão de bem não tem meios de se proteger. OO deputado federal Luiz Antonio Fleury (PTB-SP) gravou hoje (03/08), para a Rádio Câmara, um debate sobre o referendo que, em 23 de outubro deste ano, decidirá sobre a proibição ou não da venda de armas de fogo e munição no Brasil. O programa “Pinga-fogo” será transmitido amanhã, a partir das 8 horas, e poderá ser sintonizado na freqüência modulada 96,9 Mhz pelos moradores do Distrito Federal ou pelo portal da emissora ( www.camara.gov.br/internet/radiocamara). No debate, que contou também com a presença do deputado Renildo Calheiros (PC do B/PE), Fleury alertou que nem o Estatuto do Desarmamento nem as proibições nele contidas serão questionados pelo referendo. “O que se vai responder é a pergunta ´o comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?´. O estatuto continua valendo do jeito que foi aprovado”, lembrou o parlamentar. Na opinião do deputado paulista, a proibição do comério de armas e munição não vai acabar com a criminalidade nem evitar os os crimes fortuitos. “A proibição só vai impedir que o cidadão de bem possa ter em casa uma arma para defender sua família e seu patrimônio”, disse. Se a proibição for referendada pela população, quem quiser ter em casa uma arma para se proteger terá que comprá-la na ilegalidade, equiparando-se a um bandido, alegou Fleury. O deputado do PTB disse ainda que hoje a compra de uma arma já é suficientemente regulamentada pelo estatudo do desarmamento, tanto que em 2004 apenas cerda de 1,2 mil foram comercializadas em todo o País. De acordo com o estatuto, só pode adquirir hoje uma arma de fogo quem demonstrar necessidade de se proteger e também capacidade de manuseio, não sem antes passar por um exame psicológico e provar que não tem antecedentes criminais. O deputado Calheiros, apesar de defender a proibição do comércio, disse que é “uma ilusão achar que a violência e o crime organizado acabarão com a proibição da venda de armas”. Além disso, Luiz Antonio Fleury ressaltou que o debate sobre o referendo tem de ser isonômico, com regras claras. A íntegra do debate ficará disponível no site da Rádio Câmara no ícone do programa “Pinga-fogo”, à direita da página.
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