PROJETO TIETÊ: É PRECISO RESPEITAR A HISTÓRIA.
A recente inauguração da calha do rio Tietê ressuscitou uma prática que se julgava extinta. Como Stalin, que transformava a história de seu país segundo suas conveniências, ao que parece o nome do ex-governador FLEURY foi suprimido do registro histórico do projeto Tietê, visto não haver sido mencionado em qualquer dos inúmeros pronunciamentos reproduzidos na imprensa. E pior: seu papel no projeto, de idealizador e empreendedor, foi atribuído a outro.
Com isso, foi apagado da história o abaixo-assinado a ele encaminhado, quando mais de um milhão de paulistas expressaram o desejo de ver o rio Tietê limpo. Também suprimiram os financiamentos internacionais para o projeto, obtidos pelo governador FLEURY junto ao BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento. As centenas de quilômetros de redes de captação de efluentes e dejetos, uma obra de FLEURY que atesta sua preocupação com o rio e não com obras para serem mostradas, enterradas estão e enterradas permaneceram.
Também, foi pelo ralo do oportunismo político-eleitoral o esforço de 1040 empresários que, ao final do governo Fleury, haviam adequado suas empresas para o fim do lançamento de poluentes no leito do rio.
A história irá reparar essa omissão, criminosa se foi deliberada, assim como registrará o papel dos governos que sucederam a Fleury. Eles deram continuidade à obra, possibilitando que ela fosse concluída, ainda que parcialmente, pois, do projeto desenvolvido por Fleury, muito ainda está por ser feito.